Novembro roxo: prematuridade em evidência

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Novembro roxo: prematuridade em evidência

Este mês se comemora o Novembro roxo, o mês da prematuridade. A prematuridade é um grave problema de saúde pública com números crescentes de casos nas últimas décadas. Atualmente acredita-se que 1 em cada 10 recém-nascidos seja prematuro. Além da elevada taxa de mortalidade a prematuridade pode ocasionar doenças e incapacidades graves.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como prematuro todo bebê que nasce antes de completar a 37ª semana de vida intrauterina. Segundo estimativas da própria OMS nascem cerca de 15 milhões de prematuros por ano em todo mundo, dos quais 1 milhão morrerão nos primeiros dias de vida. Esta alta mortalidade neonatal e infantil entre os prematuros nem de longe é o único problema. Doenças e graves incapacidades podem afligir os sobreviventes, algumas manifestando-se logo ao nascer, outras ao longo da vida, em alguns casos apenas na idade adulta. Infelizmente, o Brasil encontra-se entre os 10 países com mais casos de prematuridade.

A justificativa para a escalada de casos de prematuridade é multifatorial. Dentre estes motivos, os que sem dúvida têm um maior protagonismo são: assistência pré-natal inadequada ou ausente, idade materna avançada e a popularização das técnicas de reprodução assistida que ocasionam maior número de casos de complicações maternas e de gestações múltiplas.

A identificação precoce das mulheres com maior risco de terem bebês prematuros é indispensável para que se aumentem as chances de sobrevivência do prematuro. A promoção de um estilo de vida saudável, a detecção e tratamento de infecções maternas, a medida ultrassonográfica do comprimento do colo uterino nos exames morfológicos do 1º e 2º trimestres, o controle do bem-estar fetal pelo estudo Doppler e pela cardiotocografia e o uso de corticoides visando acelerar a maturidade pulmonar fetal em mães com ameaça de parto prematuro, são exemplos de condutas simples e que, numa proporção grande de casos, melhorarão significativamente o prognóstico dos bebês prematuros.

 Fonte: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs363/es/

Imagem: Fotolia

Kemuel Bandeira
kemuel@humani.us

Membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia/ Membro titular da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia/ Título de especialista em Ultrassonografia Geral pelo CBR-AMB/ Título de especialista em Medicina Intensiva AMIB/AMB/ Título de especialista em Clínica Médica GDF/MEC/ Membro da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva.