Dúvidas frequentes sobre Endometriose

O que é Endometriose?

A endometriose ocorre quando o endométrio, tecido glandular que reveste a camada mais interna do útero, surge em outras partes do corpo, principalmente na cavidade pélvica ocasionando um processo inflamatório que pode levar à formação de aderências entre estes órgãos.

Quem pode desenvolver Endometriose?

A Endometriose afeta cerca de 10% das mulheres na fase reprodutiva, ou seja, a partir do momento que menstrua até a menopausa, independentemente da idade, de adolescentes até mulheres maduras e mesmo naquelas que são virgens.

Quais são os sinais e sintomas da Endometriose?

As principais queixas são: dor pélvica crônica, encontrada em cerca de 6 de cada 10 mulheres portadoras desta condição e distúrbios da fertilidade, em até 30% das pacientes. Estas manifestações acarretam significativa redução na qualidade de vida, gastos elevados com consultas médicas, exames e tratamentos clínico e, às vezes, cirúrgico e prejuízo social em decorrência do absenteísmo, baixa produtividade na escola/trabalho, ansiedade e mesmo depressão.

Quais as causas da Endometriose?

Existem muitas teorias sobre o que causa a endometriose, dentre elas destacam-se: a menstruação retrógrada, em outras palavras, o fluxo que deveria tomar o sentido do colo e vagina, reflui pelas tubas e cai na cavidade pélvica; alteração no sistema imunológico; transformação de células de outros órgãos e estruturas, que passam a assumir características do tecido endometrial e presença de casos de endometriose na família.

Como se manifesta o quadro de dor pélvica em pacientes com Endometriose?

Cólicas menstruais dolorosas, dor durante ou após a relação sexual e dor pélvica contínua não relacionada à menstruação são as principais queixas. A dor pode ocorrer de forma imprevisível e intermitente durante o ciclo menstrual. Pode ser como um desconforto, pulsante ou aguda, se agravar com a atividade física e piorar com o passar do tempo. Náusea, cefaleia e distensão abdominal podem, também, estar presentes.

Como diagnosticar a Endometriose?

A suspeita diagnóstica inicia-se com a história clínica de dor pélvica crônica e/ou infertilidade e exame clínico (principalmente através do toque vaginal). Os principais exames complementares são a ultrassonografia endovaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal é considerada a modalidade de imagem de escolha para a avaliação inicial das pacientes com suspeita de endometriose profunda. Outros exames como a colonoscopia e cistoscopia podem ser solicitados para avaliar a extensão da doença.

Porque é indicado a realização da ultrassonografia endovaginal com preparo intestinal nos casos suspeitos de Endometriose?

A ultrassonografia endovaginal com preparo intestinal é a modalidade de imagem de escolha para a avaliação inicial das pacientes com suspeita de endometriose profunda e pode ser feita em qualquer fase do ciclo menstrual. Através deste exame é possível realizar uma análise minuciosa da complexa anatomia pélvica que compreende órgãos do aparelho reprodutor (vagina, útero, tubas e ovários); urinário (rins, bexiga e ureteres) e digestório (retossigmoide e região ileocecoapendicular) bem como dos ligamentos que fixam o útero às paredes pélvicas. O exame requer um preparo intestinal que se inicia na véspera do exame com a finalidade de impedir que o conteúdo fecal seja empecilho para o estudo ultrassonográfico.

É possí­vel ficar curada da Endometriose?

A endometriose é uma doença crônica, como o diabetes e a hipertensão arterial, por exemplo, e portanto, sem cura definitiva. O tratamento clínico e/ou cirúrgico com retirada minuciosa de todas as lesões visíveis podem levar a melhora da qualidade de vida às portadoras da doença.